
Vaqueiro de Gado
02/12/2006 20h31minSélio Silva
Recife
Pernambuco
luizfernando_89@hotmail.com
Quem andar pelas caatinga
E encontrar um cruzeiro
Não se assuste com isso
É a cova dum vaqueiro
Que cumpriu sua missão
Nas caatingas do sertão
Correndo boi mandingueiro
Um dia o fazendeiro
Veio a ele aperriado
Dizendo vaqueiro amigo
Você está convidado
Pra correr um boi valente
Criou-se nunca viu gente
Dentro do mato fechado
Este barbatão pesado
É um boi véi mandingueiro
Nenhum vaqueiro pegou
Por mais que seja ligeiro
De longe a gente escuta
Ele esturrando nas grutas
Desafiando os vaqueiros
De manhã o bom vaqueiro
Ensebou o seu gibão
E no romper da aurora
Selou o seu alazão
Boto o facão na cintura e
Dirigiu-se a mata escura
Pra correr o barbatão
O seu cachorro leão
Também lhe acompanho
Quando chegou na catinga
Servio de rastejador
Seguindo o rastro na terra
E ao chegar no pé da serra
O barbatão esturrou
O vaqueiro acompanhou
Naquele belo momento
E na grande quebradeira
Ele agio com talento
As armaduras de couro
Contra as pontas do touro
Em um combate sangrento
O boi grande em movimento
Desviava na madeira
Tinha 26 arrobas
Mais era bom de carreira
O vaqueiro nesse embalo
Dava rédea a seu cavalo
No meio da catingueira
Já no meio da carreira
O vaqueiro reagio
Pulo em cima do touro
Mais ele não desistio
Entre madeira e cipó
O vaqueiro bateu sem dó
Até quando o boi caio
O boi vei so desistio
Quando o vaqueiro a pio
E pra chamar os amigos
O vaqueiro buzino
E com seu gibão rasgado
E com o rosto cortado
Feliz ele aboio
Quando vaqueiro pego
Trousse o boi amarrado
Entrego ao fazendeiro
Que fico admirado
Disse esse boi mandingueiro
Nunca fura outro vaqueiro
Ele nunca foi pegado
Vaqueiro muito obrigado
Agora faz o que quero
Quero que vá no cercado
E daqui eu lhe espero
Escolha uma vaca parida
A que será escolhida
Será essa que eu venero
A única coisa que quero
Respondeu o bom vaqueiro
Se eu morrer na minha cova
Quero que bote um cruzeiro
Me enterre onde for
Em minha luta contra o boi
No meio do espinheiro
Eu fui o único vaqueiro
Que pego o barbatão
Monte em cima da cova
Rédea, sela e meu gibão
E o meu chapéu no cruzeiro
Porque assim pra os vaqueiros
Servir de recordação!
4,6378378378378
Nota:
Recife
Pernambuco
luizfernando_89@hotmail.com
Quem andar pelas caatinga
E encontrar um cruzeiro
Não se assuste com isso
É a cova dum vaqueiro
Que cumpriu sua missão
Nas caatingas do sertão
Correndo boi mandingueiro
Um dia o fazendeiro
Veio a ele aperriado
Dizendo vaqueiro amigo
Você está convidado
Pra correr um boi valente
Criou-se nunca viu gente
Dentro do mato fechado
Este barbatão pesado
É um boi véi mandingueiro
Nenhum vaqueiro pegou
Por mais que seja ligeiro
De longe a gente escuta
Ele esturrando nas grutas
Desafiando os vaqueiros
De manhã o bom vaqueiro
Ensebou o seu gibão
E no romper da aurora
Selou o seu alazão
Boto o facão na cintura e
Dirigiu-se a mata escura
Pra correr o barbatão
O seu cachorro leão
Também lhe acompanho
Quando chegou na catinga
Servio de rastejador
Seguindo o rastro na terra
E ao chegar no pé da serra
O barbatão esturrou
O vaqueiro acompanhou
Naquele belo momento
E na grande quebradeira
Ele agio com talento
As armaduras de couro
Contra as pontas do touro
Em um combate sangrento
O boi grande em movimento
Desviava na madeira
Tinha 26 arrobas
Mais era bom de carreira
O vaqueiro nesse embalo
Dava rédea a seu cavalo
No meio da catingueira
Já no meio da carreira
O vaqueiro reagio
Pulo em cima do touro
Mais ele não desistio
Entre madeira e cipó
O vaqueiro bateu sem dó
Até quando o boi caio
O boi vei so desistio
Quando o vaqueiro a pio
E pra chamar os amigos
O vaqueiro buzino
E com seu gibão rasgado
E com o rosto cortado
Feliz ele aboio
Quando vaqueiro pego
Trousse o boi amarrado
Entrego ao fazendeiro
Que fico admirado
Disse esse boi mandingueiro
Nunca fura outro vaqueiro
Ele nunca foi pegado
Vaqueiro muito obrigado
Agora faz o que quero
Quero que vá no cercado
E daqui eu lhe espero
Escolha uma vaca parida
A que será escolhida
Será essa que eu venero
A única coisa que quero
Respondeu o bom vaqueiro
Se eu morrer na minha cova
Quero que bote um cruzeiro
Me enterre onde for
Em minha luta contra o boi
No meio do espinheiro
Eu fui o único vaqueiro
Que pego o barbatão
Monte em cima da cova
Rédea, sela e meu gibão
E o meu chapéu no cruzeiro
Porque assim pra os vaqueiros
Servir de recordação!
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