
A Virgindade
Zé Cavalcante
Da sabedoria do povo, que eu bem me lembro: há três coisas - todas com a letra V - que não se recuperam mais depois de perdidas: virtude, vergonha e virgindade.
Assim é que ninguém está mais ligando pra essa estória de virgindade. Vale tanto quanto o selo de uma carta comum. Está simplesmente, transformada num assunto ligado a casos do passado.
E, tocando em casos do passado, tem a estória da cabocla sertaneja, Anália, que estava bem perto de casar, quando começou a ficar triste. O noivo Joaquim Izidro era também um caboclo do roçado, de poucas ligações ou nenhuma, com mulheres. Provavelmente, um donzelão.
Uma tia de Anália , a velha Raimunda, escopeteira, chamou a sobrinha pra um canto de parede:
— Menina, por que é que você ultimamente anda tão triste? Está arrependida por que vai casar?
— Não senhora... Eu estou com muita vontade de casar.
— Se há alguma coisa com sua virgindade me diga que eu tenho um jeito para tudo. Já resolvi muitos casos, sem perder nenhum.
Aí Anália toda encabulada confessou:
— Eu tive um caso com o meu primo Serafim... E estou morrendo de medo que Joaquim quando descobrir, não vá me aceitar.
E a velha, confiante nas suas táticas, pilheriou:
— Quando descobrir! ... É só o que faltava! ... Ele não vai descobrir mais nada. Vai aceitar tudo e ficar mais satisfeito!
E disse pra sobrinha:
— No dia do seu casamento, mande tirar a vesícula de um carneiro e ponha debaixo da sua cama. Na hora que for pra cama com Joaquim, antes meta a vesícula na sua vagina e se agüente.
— E daí tia Raimunda?
— Daí quando ele meter o membro na sua vagina, você comece a gritar: ái! ái! ái! E diga mais umas coisas, até que ele tire pra olhar o que aconteceu...
E, de fato, assim foi feito. Lá na hora, Anália seguiu toda a orientação da tia.
— Ái! Ái! Ái!, Joaquim você me lascou!!!
Em face da lamúria que ela estava fazendo, ele assustado, tirou o membro, olhou e disse:
— É você tem razão mesmo de gritar, estourou até o fel!...
Assim é que ninguém está mais ligando pra essa estória de virgindade. Vale tanto quanto o selo de uma carta comum. Está simplesmente, transformada num assunto ligado a casos do passado.
E, tocando em casos do passado, tem a estória da cabocla sertaneja, Anália, que estava bem perto de casar, quando começou a ficar triste. O noivo Joaquim Izidro era também um caboclo do roçado, de poucas ligações ou nenhuma, com mulheres. Provavelmente, um donzelão.
Uma tia de Anália , a velha Raimunda, escopeteira, chamou a sobrinha pra um canto de parede:
— Menina, por que é que você ultimamente anda tão triste? Está arrependida por que vai casar?
— Não senhora... Eu estou com muita vontade de casar.
— Se há alguma coisa com sua virgindade me diga que eu tenho um jeito para tudo. Já resolvi muitos casos, sem perder nenhum.
Aí Anália toda encabulada confessou:
— Eu tive um caso com o meu primo Serafim... E estou morrendo de medo que Joaquim quando descobrir, não vá me aceitar.
E a velha, confiante nas suas táticas, pilheriou:
— Quando descobrir! ... É só o que faltava! ... Ele não vai descobrir mais nada. Vai aceitar tudo e ficar mais satisfeito!
E disse pra sobrinha:
— No dia do seu casamento, mande tirar a vesícula de um carneiro e ponha debaixo da sua cama. Na hora que for pra cama com Joaquim, antes meta a vesícula na sua vagina e se agüente.
— E daí tia Raimunda?
— Daí quando ele meter o membro na sua vagina, você comece a gritar: ái! ái! ái! E diga mais umas coisas, até que ele tire pra olhar o que aconteceu...
E, de fato, assim foi feito. Lá na hora, Anália seguiu toda a orientação da tia.
— Ái! Ái! Ái!, Joaquim você me lascou!!!
Em face da lamúria que ela estava fazendo, ele assustado, tirou o membro, olhou e disse:
— É você tem razão mesmo de gritar, estourou até o fel!...




